Este Blog nasceu com uma finalidade: relaxar. Duas amigas, sem cobranças, sem metas, sem datas, compartilhando o que houver de momentâneo. Comidas, maquiagem, militância, jogos, música, sentimentos, momentos, esquisitices e afins, vai estar tudo aqui, com o melhor do gostinho que só Salvador sabe temperar as coisas. Então quando você achar que precisa TAKE IT EASY, estaremos aqui.
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COMPLEXOS

sábado, 1 de outubro de 2016

   Oi Tulipas, hoje resolvi passar aqui pra contar pra vocês um segredo: os humanos são complexos! Com certeza você pensou "isso não é novidade pra ninguém", mas a novidade vem atribuída a infinitude de interpretações que podem ser dadas a essa frase. É aí que se dá o ápice da complexidade humana: transformar o simples no paradigma mais complexo da história da humanidade. Os humanos possuem uma habilidade nata de oscilar em um tempo incalculável de transição: felicidade e tristeza, ter dúvida e logo após ter certeza, amar e não amar. 
Quem disse que essa complexidade é sempre ruim? Tem que goste...

   É preciso paciência para se conter, afinal de contas se somos todos humanos - eu, você, nossos amigos, familiares e desconhecidos - fomos todos tecidos em uma rede de complexidade infindável. Quando tem amor no meio a coisa fica ainda pior: você já se machucou tanto que se quer sabe se realmente está apaixonado de novo, você só sabe que não quer mais sofrer e fica nessa constante incerteza, será que vou pular em um lago raso de águas mornas e cair num mar revolto com grandes ondas?
   Não dá pra ter certeza, o que se sabe é que existe dentro de si aquele desejo de poder viver o que está sendo sentido, mas mantendo-se sóbrio. Quando se trata de amizade a espera pelo outro torna-se um vício - compreensão, entendimento, compartilhamento são as matérias base das relações, mas a reciprocidade é o determinante: esperar que o outro faça por você o mesmo que você faz por ele, mas que sentido há em serem iguais? A complexidade da vida nos molda de formas diferentes, como poderia esperar de alguém algo que eu faço, se assim fosse possível, as relações não seriam necessárias já que o amor próprio nos bastaria.
   A construção do amor ao outro nos põe em maus lençóis (sempre), via de regra não dá pra definir alguém com base no que nós sabemos dela. Às vezes até resistimos em definirmos nós mesmos, por que não termos certeza de quem somos. A complexidade das pessoas parte dos níveis mais básicos até os ainda não desvendados. Se uma pequena célula no nosso corpo possuí uma complexidade particular, contabilize isso em todas as células do seu corpo e perceba que você é complexo desde o seu desenvolvimento enquanto ser vivo.
   Escrevi tudo isso pra dizer que depositar esperanças nos outros é autodegradante, mesmo que você acredite que conhece aquela pessoa muito bem, estamos passíveis e sujeitos a mudanças. Esperar que o outro nos compreender é exigir de alguém algo que nem você mesmo pode fazer. Se definir é se limitar e esperar que o outro te enxergue como você se vê é tornar-se suscetível a dor. As desilusões nascem do sentimento de esperança, então... não espere! Se entender, se conhecer e se reconhecer é um exercício diário - que deve ser feito não só externamente - se você não se conhece você não pode exigir isso de ninguém. O mesmo vale se falar de amor... 

   Um beijo, um queijo, um xêro, sintam-se tod@s abraçad@s. Não enlouqueçam, nunca se esqueçam de desacelerar.

PRECISAMOS FALAR SOBRE NORMATIVIDADE

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

     Acabei de ler uma matéria falando sobre uma religiosa norte americana, que se afastou da sua doutrina por sua filha, de cinco anos, ser transgênero. Primeiro ponto: transgênero é designação normativa pra enquadras as pessoas que são "normais" das que não são. NORMATIVIDADE em escala básica, partindo do princípio de que os termos utilizados sempre buscam desviar a verdade sobre. Segundo ponto: a matéria dizia que desde os dois anos, o garoto chamado de J não se sentia um garoto, não se enquadrava nos padrões do que é ser um garoto. Mais uma vez sob o ponto de vista normótico construído pela sociedade heterocêntrica bizarra.
     Quando um garoto de dois anos não se sente um garoto tem uma explicação básica para isso: ele não é um garoto. Parece simples né? Falta convencer os bilhões de indivíduos do planeta Terra. Nessa história ainda existe o embate com a escola da menina (de cinco anos), em que o diretor não permite que ela use o banheiro feminino, mas porque não se ela é uma menina? Não dá pra explicar, coube a ele uma chuva de preceitos religiosos cuspidos ao longo da matéria mostrando a visão extremamente preconceituosa de uma pessoa vivendo no século XXI.
     O terceiro ponto que eu preciso comentar com vocês é de como a mãe dele descreve que foi uma grande SUPERAÇÃO pra ela aceitar a sua filha, por ter visto ela rezar para morrer certa vez, isso a sensibilizou. Ora, mas se ela não quisesse morrer você continuaria julgando-a? Olha bem pra essa história e pensa: se uma garota de cinco anos não é aceita, pensa em uma mulher que precisa estar envolvida em uma série de relações sociais? Se isso acontece nos Estados Maravilhosos Unidos da América, a ponta econômica do iceberg, como aconteceria uma coisa dessas no Brasil? 
     A finalidade principal é dizer: nem tudo que é considerado NORMAL, é positivo. Precisamos olhar pro passado pra enxergar que as coisas que nos são impostas não são construções populares, não são construções de uma sociedade igualitária, são construção do que diz os opressores sobre o que são os oprimidos. Sempre foi quem está "lá em cima" dizendo tudo sobre quem está "lá em baixo". Eu ainda não conheço uma definição socialmente aceita de quaisquer que seja o fator que tenho sido desenvolvida pela "plebe".
     O que é necessário perceber nesse momento é que nem tudo que tá ai evidente na sociedade deve ser aceito e abraçado. Estamos dispondo agora de um conhecimento que não nos era dado anteriormente, temos a possibilidade de enxergar que nem tudo é o que parece e de quebrar os muros que estão sendo construídos à séculos ao nosso redor. Não vamos nos encaixar nos padrões, pois os padrões não foram feitos pra nós. Cada pessoa tem sua individualidade e se não caminharmos para a ruptura da normose nos manteremos na tão popular "vida de gado".
     O papo é sério mais extremamente necessário, posso passar a semana inteira escrevendo esse post, mas me fiz básica e sucinta pra que a gente comece a pensar por essas coisas que passam despercebidas por nós. Minhas tulipas, vamos mudar o mundo? Um beijo, um Xêro, e sintam-se todos abraçadys. 

Poderia ser uma introdução simples, mas não é ♡ (pt. 1)

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Olá queridos seres, bem-vindos ao blog Take it Easy (TIE para facilitar). Eu pensei em muitas formas de começar essas postagens, pensei em muitos layouts e plataformas de blogs, pensei em vários e vários nomes e acabamos nessa conclusão que seus olhos admiram nesse momento. Poderia começar com um texto típico de introdução ou começar já postando algo relacionado ao blog, porém houve um sentimento em mim que dizia que isso não seria muito legal de se fazer e é por isso que exploraremos mais alguns de meus pensamentos aqui e agora. Sentimentos estes que, vale ressalta, provavelmente são compartilhados por um bocado de gente nessa sociedade moderna.
Que tal relaxar lendo um belo livro ao ar livre?
 
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